Em Abril passado foram detectadas algumas centenas de casos de gripe, provocados por uma nova estirpe do vírus da gripe A (H1N1), no continente americano (México e E.U.A.).
A fácil transmissão deste vírus respiratório, através do contacto pessoa a pessoa, e a ausência de imunidade das populações, foram responsáveis pela sua rápida disseminação: dois meses depois, em final de Junho, existiam já mais de 70.000 casos confirmados laboratorialmente, distribuídos por mais de uma centena de países, em vários continentes.
Ainda em Junho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou que se tinha atingido a fase 6 de alerta pandémico da gripe, isto é, que estava já em curso uma pandemia, devida a essa estirpe do vírus da gripe A (H1N1), e que a sua progressão seria inevitável nos próximos meses.
Embora alguns países não tenham ainda sido afectados de modo significativo, todos os países devem preparar a implementação de planos de contenção desta infecção, de modo a reduzirem o seu impacto sanitário e sócio-económico, nos próximos meses. Mesmo que esta pandemia possa ter apenas gravidade moderada, os recursos humanos e os equipamentos da saúde deverão estar preparados para enfrentar e controlar cenários mais gravosos.
Os sintomas da infecção por este novo vírus da gripe A (H1N1) são semelhantes aos provocados pela gripe sazonal:
· Febre
· Tosse
· Obstrução nasal ou rinorreia
· Dor de garganta
· Dores musculares
· Cefaleias
· Arrepios
· Fadiga
· Vómitos ou diarreia (que embora não sendo típicos da gripe sazonal, têm sido referidos em muitos casos desta forma de gripe).
As suspeitas de se tratar de um caso de gripe A (H1N1) deverão apoiar-se em elementos clínicos (já referidos), e em dados epidemiológicos, nomeadamente, estadia ou residência em região/país onde se regista transmissão comunitária desta infecção, ou ainda contacto com pessoa que apresente quadro gripal e tenha regressado de algum desses países/regiões.
Na sequência desta infecção viral, poderão surgir complicações graves (pneumonia, insuficiência respiratória, etc.) não só em pessoas já anteriormente debilitadas, mas também em pessoas saudáveis que tenham contraído a infecção.
A transmissão da gripe A (H1N1) processa-se de modo semelhante à transmissão da gripe sazonal, nomeadamente, através de gotículas ou secreções de uma pessoa infectada, projectadas quando ela tosse ou espirra.
O período de incubação pode ir de um a sete dias, sendo prudente considerar que uma pessoa poderá transmitir a doença durante todo o período em que apresentar sintomas.
Para prevenir a disseminação da gripe é aconselhável evitar contactos próximos com pessoas doentes, ou ainda aglomerações populacionais, especialmente em espaços fechados.
Se tiver de tossir ou espirrar, utilize lenços de papel, que de imediato devem ser lançados no lixo; na ausência de lenço, posicione a curva do cotovelo à frente do nariz e da boca, para proteger os que estão próximo. As mãos devem ser lavadas frequentemente, e sempre que estas situações se repitam.
Para mais informações, poderá consultar os sites de:
Direcção Geral de Saúde
(http://www.dgs.pt/)
Organização Mundial de Saúde
(http://www.euro.who.int/influenza/ah1n1)
A Comissão Coordenadora para o Plano de Contingência para a Gripe A da ESEL:
Professora Elisa Garcia - Coordenadora
Professora Eunice Sá – Espaços Comuns ESEL e ESTeSL
Professora Cristina Saraiva
Professora Isabel Félix
Professor Manuel Pereira
Dr. Silva Graça – consultor médico
Drª Isabel Velasco
E-mail: ccprevencaogripe@esel.pt
Informação de Folhetos e Cartazes: